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terça-feira, 12 de agosto de 2014

Rosa dos Ventos




Pelos caminhos de uma estrada
uma placa me dizia:
            Atenção!
Perigo a 100 metros.

Quanto perigo há em um jardim
de rosas vermelhas?

Sem Título

Tão intenso e perigoso,
nos dois corpos
foi aquele gozo.

Cinema Mudo


Que a vida mesmo pode ser
simples e delicada.
No silêncio do cinema,
sem mesmo uma palavra.


Nudez


Vou despir de mim de vez
a estupidez,
expor instantes vergonhas da minha nudez.

Rasgar do peito esta roupagem adquirida
herança inútil de uma vida mal sentida,
cometida.

Vou despir de vez a embriaguez,
expor instantes pensamentos da minha insensatez.

Rasgar do corpo este momento
mal vivido
sempre vestido
impregnadas pelo velho mundo sempre assistido.

Vou expor de vez minha nudez
todos atos, pensamentos
desta minha robustez.
Defeitos fartos do mundo convivido.

Quando estiver exposta esta nudez,
não atirem as pedras sobre mim,
pois a vergonha que vos mostro
não é nada mais que o mundo em que viveis.


quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Gosto da vida

Quero sentir o gosto da vida.
Não amargo,
mas livre, desinibida e as vezes um tanto quanto
solitária.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Insano

Insano
(Gleison Gomes)

Bebeu.
No meio da grama que separavam as avenidas, caiu.
Na noite calma, com sua bicicleta sob seu corpo
observou a lua e as estrelas.

Estarrecido, chegou a conclusão
de que se estivesse são
aquilo ali vivido
nunca teria
percebido.

sábado, 13 de outubro de 2012

Velhos Sábios

(Gleison Gomes)

Ai meu Deus que saudade
da gritaria dos velhos sábios
que moravam perto de casa.

Sem querer voaram como pássaros,
aos céus com suas
próprias asas.

Feliz És Ti,
pela presença da voz sábia
da experiência humana.

(Aos queridos velhos amigos de meus avós)



domingo, 1 de julho de 2012

Cores

Cores
(Gleison Gomes)

Basta o agir das mãos com pincéis
pra que a vida tenha cores.






segunda-feira, 11 de junho de 2012

Poema ao Vento


Poema ao vento
(Gleison Gomes)

Te quero,
e por te querer que eu sofro.
Sopra-me os ventos angustiantes,
que levam de mim, distante, o meu amor.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Di Versos


Di Versos
(Gleison Gomes)

E uma criança me pergunta:
 – De onde vem a poesia?
Sabe,
é uma palavra que vem
zunindo na mente

E de repente mais uma,
e de repente mais outra,
e de repente mais, e mais e mais...

Quando vejo junto todas.
E de todas sai um verso
e de um verso mais um verso.
Com palavras e com versos
eu converso.
Prosas, contos e poesias são meus versos.

–  E de onde vem os versos?
De um calmo e calejado coração que sente o mundo
e que as vezes imperfeitamente o descreve
nestas simples palavras.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Descartável

Descartável
(Gleison Gomes)

A vida é uma planta
É um bicho
Um Ser Humano.

Se não há planta não há vida
Se não há bicho não há vida
Se não há humano,
Vida há.

(Veta Dilma)

domingo, 22 de abril de 2012

Manifesto de Liberdade dos Versos


Um dia no facebook de uma grande amiga, li atentamente um apelo seu sobre uma situação inusitada para qualquer poeta. Reclamava ela sobre um sarau em que os organizadores "docilmente" alertavam sobre o que dizer e o que não dizer. Obviamente sobre interesses políticos dos organizadores, buscavam eles "filtrar" versos e rimas que porventura falassem de tanta roubalheira, pilantragem e corrupção. Indignado não pude deixar pra trás tanto desaforo dos organizadores. Os sarais não servem pra tais tipos de retaliações.

Desta forma deixo aqui minha indignação com tal ato em forma de poesia e protesto. Uma poesia livre de versos, de métrica, de rimas, mas com toda singeleza de formas e palavras como toda poesia deve ser. Deixo aqui meu manifesto e minha solidariedade aos companheir@s poetas e poetisas que lutavam por uma poesia que  se deixe expressar por aquilo que sentimos da profunda essência da nossa alma . Assim como toda poesia deve ser.

Manifesto de Liberdade dos Versos
(Gleison Gomes)

A poesia não serve para alienar.
E nem pode.
Ela é o livre sentir das pessoas sobre a vida
e sobre as coisas.
Ela nos serve pra sentir, cantar, (trans)formar, mudar, refletir.
Mais que isso:
Serve pra pensar.
Pra falar de amor,
de euforia,
de um silencio repentino,
da natureza, de uma raiva, de uma dor,
de um povo, de um país.
Da corrupção.

Ela serve pra falar de carinho e de indignação.

E os que limitam a arte de poetizar a vida,
de libertá-la!
São demônios. Demônios que sabem o poder dos versos,
das rimas e das palavras.
São demônios que circulam sarais, nos quais querem omitir do povo a verdade insurgente que brota da alma.
Amigos poetas, cantadores.
 Palhaços e trovadores: não deixem a poesia alienar.
Seja ela o elo perdido de liberdade que carece no coração das pessoas.
Estejam em seus corações, portanto de agora em diante a livre manifestação dos sentimentos, da indignação e do amor.

(Quanto aos demônios: reze dois versos de prosa do que sente em teu coração que eles fugirão).




sexta-feira, 9 de março de 2012

Amo-te


Amo-te
(Gleison Gomes)

Num tempo seco reguei de beijos
tua muda. Por terras férteis deixei minh`oração.
Botão fechado brotou a tua vida
do bom jardim colhi
teu coração.

No chão flertei no campo o teu desejo,
arranquei-a numa forte atração.
Sobre as orelhas te expus em meus cabelos,
feliz estava com esta louca
sensação.

Andando pelas ruas, te apresentei os meus caminhos.
Sorrindo e contente cantei-te esta canção:

Amo-te,
e amo-te tanto por ser única como as rosas.

Apenas um Zé


Apenas um Zé
(Gleison Gomes)

Apenas um Zé.
Zé dos sonhos impossíveis
feito criança.
Alma boa,
Ser feliz.
És feito ferro,
coração de trovão.
Exemplo de vida atrevida,
cabra  bão.

Zé Criança dos sonhos impossíveis
tão doce quanto amar.
Cartilha de bons modos a qualquer hora,
temente a Deus e a minha virgem,
Nossa Senhora.

Quanta falta faz ao mundo
pessoas como a ti,
esperançosas.

Zé Menino dos sonhos impossíveis,
sujo estás de terra arada.
Por aqui ainda vive teus pés de plantas,
vivas lembranças que semeastes.

Zé dos sonhos verdadeiros.

Como és pequeno este poema
pra caber todos teus feitos.

Seja minha vida um terço,
um terço do que foi a sua.

(Minha homenagem poética ao meu querido avô: Seu Zé Menino.)
Saudades.

domingo, 4 de março de 2012

Teu jeito


Teu jeito
(Gleison Gomes)

Quando nossas almas se encontram
ensejam profundos desejos,
beijos.

Paro e penso num instante,
olho e te vejo
teu sorriso, teus olhos e cabelos
sem palavras, te desejo.

Contigo emudeço a vida,
o silêncio é a prece que tenho pra lhe oferecer.
Faz-me esquecer o empedernido mundo
que vivemos.

Na calmaria das nossas almas
é comigo que converso:
não é só teu corpo que aprecio,
mas todo este teu jeito de ser.

Fascínio encontro de alegria

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Releituras


 (Gleison Gomes)

Queria encontrar,
neste mundo afora algum lugar
em que deitado ao chão eu possa
minha vida apreciar.

Repensar grandes momentos
do que nela eu vivi
meus amores, minha vida
e o que dela eu sofri.

Imaginar a vida simples
que neste mundo se perdeu.
Meus tristes caminhos solitários
que em meu peito forte
me doeu.

Meus erros enxergados, que da vida eu podei
velhas brechas de caminho
de tudo aquilo que tornei.
Tão necessárias á vida
dos porres que tomei.

Quando este mundo eu encontrar,
quero muito agradecer
não dizer uma palavra, simplesmente emudecer.

Tranquilamente eu quero estar
deitado ao chão neste lugar
me erguer atento
para com a vida passear.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Da vida

(Gleison Gomes)

E se eu quiser falar sobre a vida?

Deixe que eu fale,
que eu veja e a sinta
da vida escondida imóveis nas pedras
da forma que pinta.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Cansaço



(Gleison Gomes)

Hoje neste dia, esperando a minha lida

pego este caderno,
                             escrevo poesias
expresso minha vontade,
                            de viver a cada dia.

Deixo aqui o meu cansaço, que na vida me angustia.

Vida a viva!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Palavras


(Gleison Gomes)

Palavras
breve ensaio das nossas emoções.

Tantas vezes fortes, tantas vezes belas,
por aí suaves,
bonitas só por elas.

Servem ao amor,
que ainda existe nesta terra.
Contudo mal ditas,
alimentam muitas guerras.

Palavras são tão vivas
que se espalham pelas vias.
Vez ou outra em versos,
manuscritos e poesias.

São a elas que eu dedico
esta parte do poema.
És princípio, meio e fim
a essência deste tema.

Não deixe sua beleza
se perder em palavrões.
Alimente sempre a vida
dentro dos nossos corações

Palavras,
breve ensaio de nossas emoções.

São elas que escrevo e ensino a escrever
tuas letras são pra mim, como fontes de beber.
A ti eu dedico o meu amor e o meu viver.

Palavras,
simplesmente palavras.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Avô(pai)

(Gleison Gomes)

Inevitável sei que a vida se finda. É o curso do seu rio.
Então eu choro,
mais uma vez a dor desta imensa perca.
Ao meu avô e pai,
posto meus sinceros agradecimentos por tudo que me ensinou.
Estarás lembrado no fundo do meu coração ao lado do nosso Pai Eterno que me fizestes amar nesta vida.
Vai com Deus e olhe por nós aqui na terra.
Amo-vos.